Revista do Turismo – Negócios e Eventos

Padre é impedido de realizar batizado no Santuário Cristo Redentor

O padre Omar Raposo, reitor do Santuário Cristo Redentor, foi impedido, no último sábado, de acessar o alto do Corcovado para realizar um batizado na capela situada aos pés da estátua.

O sacerdote disse que ele foi barrado por seguranças do Parque Nacional da Tijuca na guarita de acesso, na Estrada das Paineiras. A criança que iria ser batizada e seus familiares também foram impedidos de acessar o local.

Diante do ocorrido, a Arquidiocese do Rio emitiu uma nota de repúdio contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o Parque Nacional da Tijuca.

Segundo religiosos, o ICMBio tem praticado, de maneira frequente, atos hostis contra o Santuário Cristo Redentor.

Em nota divulgada recentemente, o presidente do Trem do Corcovado, Sávio Neves, afirmou que o ICMBio, órgão estatal “que deveria fazer a gestão do Parque Nacional da Tijuca”, onde o Monumento ao Cristo Redentor está inserido, “nunca entendeu a importância deste equipamento religioso e turístico paro Rio e para o País.”

Sávio Neves, presidente do Trem do Corcovado. Foto: Divulgação

Perdas para a economia e o turismo

Sávio criticou o horário de visitação à unidade de preservação ambiental – restrito até às 18h, e destacou que, por causa do Monumento ao Cristo, o Parque da Tijuca recebe mais de cinco milhões de turistas por ano. “Enquanto isso, 99% das outras centenas de parques espalhados por todo País, não recebem sequer mil pessoas por ano”, salientou o executivo.

“A regra de horário não pode ser a mesma (para todos os parques)”, acrescentou Sávio. “Falta bom senso do ponto de vista do potencial econômico, da geração de emprego. Não está certo fechar tudo pela miopia da burocracia às 18h e perder o esplendor do anoitecer, o pôr do sol carioca…”

“Quantos empregos poderiam ser gerados com um segundo turno de trabalho em todas atividades que ali são envolvidas, como trem, lojas, bares, restaurantes…?”, questionou o executivo.

“Que tal um restaurante com vista do que o Rio tem de melhor, 360 graus, com MPB, Bossa Nova? Seriam imediatamente novos 500 empregos diretos. É disto que o Rio precisa!”

Fonte: O DIA

Foto/Cristo: Agência Brasil

Equipe RT

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